Com ferramentas digitais, professora incentiva autoria de alunos do ensino médio

11/06/24

Após participar das formações gratuitas do Escolas Conectadas, professora conta como começou a utilizar ferramentas digitais nas suas aulas

 

Imagine a seguinte cena: uma turma de alunos dos anos iniciais do ensino fundamental é convidada para assistir os seus colegas do ensino médio interpretando contos infantis que eles mesmos criaram. Tudo isso é acompanhado por ferramentas digitais e uma apresentação digital  que ajuda a ambientar a história. 

Essa situação aconteceu recentemente no auditório da escola estadual Frei Godofredo, localizada em Gaspar (SC). Nela, os estudantes mais velhos tiveram a oportunidade de compartilhar as suas histórias ficcionais ambientadas no Antigo Regime, sistema social e político vigente na Europa entre os séculos 16 e 18. E os estudantes mais novos, por sua vez, puderam ser introduzidos a temáticas históricas e envolvidos em uma atividade de contação diferente do que estão acostumados.

A sequência didática que conectou estudantes do ensino médio e dos anos iniciais do ensino fundamental foi criada por Ana Luiza Mette, professora de história da instituição. Para tirar essa ideia do papel, ela estimulou que os alunos utilizassem ferramentas digitais, buscando imagens e vídeos na internet e criando apresentações atrativas - inclusive com a ajuda da Inteligência Artificial.

Transformação metodológica

O projeto desenvolvido pela professora usou bastante tecnologia, mas nem sempre foi assim. Segundo Ana Luiza, antes, a maioria dos trabalhos que pedia aos seus estudantes era produzida de forma manual, envolvendo materiais como papel, caneta, lápis e cartolina. Após tirar uma licença médica e conseguir tempo e dedicação para se aprofundar nos cursos oferecidos gratuitamente pela plataforma Escolas Conectadas, a sua metodologia se transformou radicalmente.

“Após cada módulo, ficava fascinada e imaginando como minha prática poderia tomar novas perspectivas a partir do estabelecimento de uma cultura digital em sala de aula”, declara. 

Ana Luiza sempre fez uso de metodologias ativas em suas aulas, principalmente quando elas envolviam pesquisa e produção dos alunos. Mas a motivação para usar recursos tecnológicos cresceu quando a sua escola foi contemplada com lousa digital e uma nova sala de informática. 

“Desde então, quando preparo o material para minhas aulas, sempre trago metodologias em que os alunos possam pesquisar e produzir material digital utilizando as tecnologias educativas”, afirma.

Mais motivação e criatividade

Após participar das formações do Escolas Conectadas, a educadora testou e aprovou o uso de diversas ferramentas digitais em suas aulas, como o Canva, para produzir apresentações em slide e em vídeo; o Padlet, para reunir e expor em murais as produções de seus estudantes; e o Calaméo, para publicar livros e revistas digitais.

E como essa nova prática pedagógica, muito mais digital e tecnológica, impactou no desempenho dos estudantes? Na visão da educadora, a principal mudança está na motivação. “Trabalho com jovens de 14 a 18 anos, e a maioria deles já está conectada com algum aparelho tecnológico. Ao fazer uso das tecnologias durante as aulas eles se sentem mais entusiasmados para produzir e criar”, observa.

Ela enfatiza ainda que os resultados vão além da aprendizagem do conteúdo em si, estimulando o desenvolvimento criativo e a percepção das inúmeras possibilidades educativas que eles têm disponíveis na palma da mão. “Mesmo aqueles que não têm o hábito de utilizar as ferramentas digitais para fazer trabalhos escolares aprendem rápido sobre como manusear, gerando interesse pelas plataformas que aliam conhecimento ao prazer de aprender.”

Entre as cinco formações da plataforma já concluídas pela educadora está o curso "Avaliação para os anos finais do Ensino Fundamental: estratégias para recompor e desenvolver aprendizagens." Uma nova turma do curso está com inscrições abertas até o dia 07/07.

Os diversos benefícios do uso de tecnologias

Em uma sequência didática dedicada à uma turma do segundo ano do ensino médio, por exemplo, Ana Luiza estimulou o uso de plataformas digitais como Jamboard para que os estudantes pudessem compartilhar suas pesquisas sobre o que é ser jovem hoje. Ao final da sequência, todas as turmas produziram apresentações em vídeo sobre o que significa ser jovem desde a década de 1950 até os dias atuais. Os resultados podem ser conferidos nos murais digitais criados por alunos dos segundos anos 1, 2, 3 e 4

Por fim, ela volta a destacar alguns dos diversos benefícios que o uso de recursos tecnológicos pode trazer para o processo de ensino e aprendizagem. “Gostaria ainda de acrescentar que a utilização de recursos tecnológicos facilita os meus planejamentos; possibilitam a inclusão, tanto dos alunos da educação especial, que demonstram mais interesse e facilidade na execução de tarefas, quanto dos alunos estrangeiros, que podem utilizar ferramentas de tradução para melhorar a comunicação e o entendimento do que estão produzindo. Além disso, o mundo virtual aumenta a possibilidade de um trabalho ter ampla divulgação. Para concluir, se não bastasse toda a facilidade e maravilha do uso das ferramentas tecnológicas na escola, é também uma boa contribuição ao meio ambiente, com a redução significativa do uso de papel.”

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