Recomposição de Aprendizagem: prepare-se para recuperar os saberes essenciais dos estudantes em 2024

28/11/23

Conheça as histórias de duas educadoras de Petrópolis (RJ) que mergulharam nesse tema e levaram resultados positivos para a sala de aula

 

A defasagem de aprendizagem é uma difícil realidade da educação brasileira. As dificuldades no processo de ensino e aprendizagem e adaptações feitas durante o período de Ensino Remoto resultaram em atrasos que afetam cada aluno de diferentes formas. Tema de relevância nos últimos anos, a recomposição de aprendizagem continuará a ser um dos tópicos prioritários da educação em 2024. 

Para diagnosticar e recuperar dificuldades dos alunos, professores vão atrás de instrumentos, metodologias e experiências que se adaptem à realidade das escolas. A seguir, você conhecerá o exemplo de duas educadoras da cidade de Petrópolis (RJ) que se movimentaram para recompor as aprendizagens essenciais ao desenvolvimento dos estudantes. Para isso, fizeram uso da trilha de formação em Recomposição de Aprendizagem da plataforma Escolas Conectadas. Confira!

 

Formação de encontro com a realidade

A professora Glória da Costa Sá de Oliveira tem experiência de 44 anos na educação, que teve início com uma formação em Pedagogia, passando por especializações em Práticas Pedagógicas e Psicopedagogia e outra graduação, em Matemática. Atualmente, ela se dedica à disciplina em turmas dos 7º e 8º anos na Escola Municipal Maria Campos da Silva, em Petrópolis (RJ).

Com a implementação da formação continuada pela Secretaria Municipal de Educação de Petrópolis, a professora entrou em contato com os cursos da Escolas Conectadas. A formação Defasagem de aprendizagem nos anos finais do Ensino Fundamental: (re)planejar para avançar foi a primeira feita por ela.

"Com a pandemia, ficamos praticamente dois anos sem a rotina tradicional de uma escola. Surgiram alguns bloqueios nesse contexto, daí a importância de pensar na recuperação e na recomposição. É importante que a gente faça uma avaliação diagnóstica, organize melhor nosso planejamento", diz a professora, sobre a relevância do curso para o momento atual da educação.

Glória ainda complementa: "Eu penso que a formação trouxe conceitos importantes para nós refletirmos, enquanto professores. Em uma sala de aula regular, além dos alunos daquele ano, podemos ter um grande número de alunos que repetiram de ano. Então, há a necessidade de fazer adaptações curriculares".

Para ela, a apresentação do material de forma organizada e didática, a possibilidade de adaptação dos estudos de acordo com a disponibilidade de horários e as sugestões de leitura foram os pontos de destaque nessa experiência de formação continuada. Além dos temas apresentados nas unidades formativas, ela criou interesse e buscou mais informações sobre vários outros cursos. 

 

Aplicação em foco

Um dos impasses encontrados pela professora Glória em sala de aula era aliar todas as informações que tinha a respeito de recuperação de aprendizagem à aplicação prática de atividades. Então, a educadora entendeu que é preciso priorizar aprendizagens de acordo com as habilidades principais e complementares de cada turma e aluno em determinado período escolar e organizar o planejamento pedagógico a partir disso. “A adaptação da prática é um desafio constante e contínuo”, declara.

Por exemplo, no estudo com triângulos e quadriláteros, Glória passou a trabalhar com os estudantes ferramentas que pudessem materializar as formas e tornar mais clara a percepção dos alunos. Para isso, incluiu materiais como o tangram e sólidos geométricos. 

"Assim, você trabalha conceitos, como área, perímetro, aresta, entre outros. E o aluno tem a oportunidade de construir a forma planificada e analisar concretamente aquela figura. Depois, a gente parte para os cálculos", explica. 

 

Resgate das aprendizagens essenciais 

A professora Luciana Reibolt Costa Marinho é licenciada em História e pós-graduada em Ciências da Religião aplicadas ao Ensino Religioso. Ela leciona no Colégio Vicentino Padre Correa, em Petrópolis (RJ) para turmas de 9° ano. Assim como a professora Glória, entrou em contato com as formações da Escolas Conectadas por intermédio da Secretaria Municipal de Educação da cidade.

"​​O curso me possibilitou enxergar possibilidades concretas de alcançar nossos objetivos, na difícil realidade pós-pandemia, quando foi preciso repensar as práticas pedagógicas para conseguir atingir de maneira assertiva os educandos”, afirma a professora. Nesse sentido, o curso Defasagem de aprendizagem nos anos finais do Ensino Fundamental: (re)planejar para avançar representou um guia para entender o que era preciso priorizar no resgate dos saberes dos alunos.

"Muitas vezes, o professor se desespera achando que tem que dar conta de tudo e não percebe a real necessidade do educando. As aulas se tornam cansativas para ambos", compartilha a professora. Por conta disso, ela elogia a dinâmica e o foco trazidos na formação on-line.

 

Mão na massa 

De acordo com a professora Luciana, a praticidade da formação fez com que ela aproveitasse em seus planos pedagógicos, praticamente, tudo o que aprendeu no curso. 

"Nem sempre será do mesmo jeito. Cada turma apresenta características próprias, mas acredito que partir da bagagem do aluno é uma experiência enriquecedora para todos", afirma. 

A professora conta que, no decorrer do ano, foi mudando a maneira de ministrar suas aulas com o conhecimento adquirido nesse e em outros cursos da plataforma. “Eu precisava mudar. Agora, já posso pensar em projetos para 2024”, garante.

 

Além da formação realizada pelas professoras, a plataforma Escolas Conectadas oferece uma série de cursos que se encaixam nas principais necessidades da realidade escolar e vão da utilização de recursos e dispositivos tecnológicos à educação socioemocional. Faça como as professoras Gláucia e Luciana. Conheça nossos cursos e comece a se preparar profissionalmente para o próximo ano letivo!

 

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