Leve a inclusão para a realidade da escola!

14/04/23

Conheça o exemplo da professora Carla Arrais, que criou um projeto de leitura que explora diferentes ambientes da escola e promove a inclusão de pessoas com deficiência

 

A professora Carla Arrais dos Reis Corrêa (41) tem experiência de 18 anos em educação, na cidade de São Luís de Montes Belos (GO). Mas desde 2019, ela atua diretamente na educação inclusiva. Ao conhecer a plataforma Escolas Conectadas por meio da Regional de Educação do município e pelas redes sociais, Carla encontrou formações gratuitas para aprender mais sobre a área em que passou a trabalhar.

O curso Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência foi o escolhido pela educadora para tornar mais inclusivas as suas práticas pedagógicas. 

“Toda a temática contribuiu bastante para que eu pudesse aperfeiçoar minhas técnicas ao aplicar as metodologias propostas aos meus alunos, de forma que ficassem bem mais claras e compreensíveis para todos”, conta Carla sobre sua experiência na plataforma. 

Graduada em Pedagogia, Matemática e Geografia e pós-graduada em Psicopedagogia, Carla é professora na Sala de Recursos Multifuncionais de atendimento educacional especializado (AEE) do Centro de Ensino CEPI São Sebastião. Ela atende todos os alunos do Ensino Fundamental 2 com algum tipo de deficiência.

Além da pertinência do tema e de fácil acesso a todos os conteúdos do curso, Carla destaca “a clareza dos textos em relação ao assunto central, além das dicas transmitidas e que foram de grande valia para que eu trabalhasse na inclusão". 

 

Atualização constante de educadores

Desde quando a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi aprovada, em 2015, as escolas tiveram que garantir o acesso à educação às pessoas com deficiência e a introdução de práticas inclusivas. A determinação garante a matrícula de pessoas com deficiência em qualquer escola da rede pública brasileira.

No entanto, esse movimento, se não for bem estabelecido, acaba por se tornar apenas uma integração entre as pessoas, reproduzindo conceitos capacitistas, de que pessoas diferentes não têm as mesmas capacidades. Dessa forma, crianças e jovens deficientes são separados e excluídos das atividades escolares e todos os estudantes são privados de conviver com a diversidade, tão natural na sociedade.

É dever do Estado promover a infraestrutura e a capacitação de profissionais necessárias para garantir a inclusão. Mas também cabe aos educadores o dever de se atualizar para levar as práticas inclusivas como atividades de participação de toda a comunidade escolar. Isso inclui as informações necessárias aos pais e o desenvolvimento de habilidades sociais em todos os alunos.

Leia mais: Por que precisamos falar sobre educação inclusiva?

 

Projeto inclusivo de leitura

A inclusão deve ser uma atitude prática e diária, mas também pode estar presente em grandes iniciativas na escola. Esse é o caso do “Projeto Momento do Reconto”, desenvolvido pela professora Carla Arrais para todos os alunos da escola em que leciona, incluindo os estudantes da sala de recursos. 

A educadora desenvolveu a atividade depois de ter realizado a formação Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência aqui na plataforma Escolas Conectadas. 

“O objetivo do projeto foi incentivar os alunos a frequentarem a biblioteca e se tornarem leitores natos”, explica. 

A proposta era convidá-los a saírem das salas de aula por breves momentos para que pudessem dar início a novas leituras e compartilhar suas experiências em conjunto. 

“Os momentos foram muito proveitosos e bem aceitos por todos, especialmente pelos estudantes da inclusão, que puderam explorar novos ambientes e recursos”, completa a educadora. 

Leia mais: Inovação e tecnologia contribuem na inclusão de alunos com deficiência

 

Escola para todos

A formação Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, realizada pela professora Carla, está disponível totalmente on-line e gratuitamente na plataforma Escolas Conectadas. O curso tem um total de 50 horas de carga horária, mediadas por um professor.  A ideia é instigar você, educador, a refletir e propor soluções de inclusão para o novo contexto digital da educação.

Você vai entender conceitos e contextos da educação inclusiva em diferentes realidades e panoramas sociais. Além disso, vai se inspirar com formas novas de abordar a educação inclusiva e promover a inclusão nas escolas levando em consideração todos os desafios e potencialidades desse processo. 

Conheça o curso, inscreva-se e compartilhe conosco seus resultados!

 

Comentários:


Escreva um comentário

Conteúdos Recentes

Assista à Retrospectiva Escolas Conectadas 2025

Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!Em 2025, os educadores brilharam como verdadeiros protagonistas do cinema. Ao longo do ano, a plataforma Escolas Conectadas apoiou histórias dignas de vencer um Oscar. Por isso, nos inspiramos nas premiações do cinema para reviver os melhores momentos dessa superprodução da educação. Afinal, no palco das escolas, quem brilhou de verdade foram os educadores que nos acompanharam ao longo de mais um ano! Um elenco que inspira, ensina e muda histórias todos os dias.Confira a seguir uma prévia da Retrospectiva Escolas Conectadas 2025, e clique no botão abaixo para assistir na íntegra. Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!😉

0

Projeto utiliza poesia para incrementar relação da escola...

A iniciativa ‘Versos do nosso chão’ ganhou asas após professor realizar o curso gratuito Metodologias ativas: aprendizes protagonistasEm uma escola localizada no assentamento Caxirimbu, na cidade de Caxias, interior do Maranhão, a poesia encontrou um caminho diferente para nascer. Em vez de vir apenas dos livros, ela passou a brotar das memórias e da vida dos próprios estudantes.Assim surgiu a iniciativa “Versos do Nosso Chão”, criada pelo professor de Língua Portuguesa Luís Lima, que acredita que a literatura pode ser um espaço de reinvenção do mundo e de afirmação da identidade. “O projeto foi concebido para valorizar a poesia como forma de expressão cultural e dar voz aos alunos e à comunidade local, resgatando memórias, tradições e experiências do campo”, afirma o educador.Mediação e autoriaO impulso inicial veio de uma preocupação concreta. Após a pandemia, Luís percebeu que “a questão da leitura se complicou mais ainda na minha escola”. Era preciso criar novas pontes entre os estudantes e o ato de ler. Assim, antes de despejarem versos no papel, os jovens mergulharam em obras de autores ligados ao território e à cultura popular, como Cora Coralina e Patativa do Assaré. Depois, saíram para a comunidade: entrevistaram moradores, conversaram com artistas locais, visitaram diferentes expressões culturais e religiosas. Tudo isso para que, ao escrever, pudessem refletir criticamente sobre sua própria realidade. “Vamos romper com a prática de pegar uma leitura já consagrada e praticamente a recriar; vamos ler essas obras para embasar as nossas poesias”, explica o professor.E funcionou. A sala de aula se abriu para novas vozes – inclusive de estudantes mais tímidos. “Quando eu falava para eles, sempre destacava: nós vamos fazer poesias autorais. Eu vou somente mediar. O conhecimento é para vocês, que serão os protagonistas totais.” Para além da escolaAssim, em oficinas criativas, cada aluno criou seus próprios versos, combinando memórias, histórias da comunidade, reflexões sociais e um forte senso de pertencimento. O resultado tomou forma em sarau, mural poético, apresentações dramatizadas e um livreto autoral que encantou todos que o folhearam.O impacto atravessou os muros da escola. Famílias receberam visitas e puderam acompanhar de perto o processo criativo dos filhos. Muitos elogiaram a iniciativa: “Ainda não tinha existido essa proximidade de professores visitando os pais de alunos”, conta Luis. A comunidade percebeu o valor do projeto, e os próprios jovens se reconheceram enquanto criadores.Capa do livreto Versos do Nosso ChãoPara Luís, a iniciativa também foi marcante: “Esse projeto me trouxe a certeza de que eu estou fazendo o que gosto. Fiquei maravilhado, não só pelo reconhecimento da comunidade, mas pelo reconhecimento do próprio aluno.”Da formação à práticaO educador destaca que o projeto ganhou forma e aprofundamento após sua participação no curso gratuito “Metodologias ativas: aprendizes protagonistas”, da plataforma Escolas Conectadas. “A formação foi essencial para a criação da prática, orientada pelo protagonismo dos aprendizes”, afirma.Segundo ele, o curso ampliou sua compreensão sobre inovação pedagógica – especialmente aquela que não depende apenas de tecnologia, mas de escuta, mediação e construção coletiva. “Inovação não é só trabalhar com tecnologia: é dar voz aos estudantes.”A formação lhe deu ferramentas para identificar dificuldades, orientar processos, fortalecer a autonomia dos estudantes e transformar a sala de aula em um espaço vivo de experimentação literária. “O curso ampliou esse campo de experiência, trouxe apoio para nortear mais o aluno e fazer ele reconhecer que é o verdadeiro protagonista do próprio aprendizado.”

0

Com seus celulares, alunos retratam a comunidade e reflet...

Educadora baiana criou projeto de fotografia após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores“Um manifesto silencioso realizado pelos estudantes, por meio das linguagens não verbal (fotos) e verbal (textos).” É dessa forma que a professora de artes Marenice Costa define o projeto Visões do Cotidiano, que implementou com suas turmas do 3o ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Kleber Pacheco, localizado em Salvador (Bahia).A iniciativa propõe que os estudantes captem, através de fotografias feitas no celular, a realidade e os problemas sociais enfrentados pela comunidade Saramandaia, na qual a escola está inserida. Entre essas questões estão a falta de saneamento básico, o descarte inadequado de lixo, o crescimento desordenado e o abandono de animais. “Foi lindo ver o senso crítico desenvolvido por eles, apresentando as questões sociais que estão presentes no dia a dia e que tinham urgência de serem reveladas”, avalia a educadora.Marenice ao lado da exposição Visões do CotidianoRecentemente, a comunidade foi palco de uma tragédia de proporção nacional. No final de 2024, após fortes chuvas, houve um soterramento no local, resultando em quatro mortes – incluindo um ex-aluno da escola. Segundo Marenice, o colégio prestou apoio, arrecadando roupas e alimentos para minimizar as perdas das famílias.Texto e imagem para enriquecer o aprendizadoTambém professora de Língua Portuguesa, Marenice estimulou que, para além dos registros visuais, os estudantes também produzissem um pequeno texto refletindo sobre aquela imagem, como forma de denúncia.Com o material pronto, a professora organizou uma exposição que reuniu mais de 20 fotografias. Inicialmente, duraria uma semana, mas a repercussão foi tamanha que acabou durando um mês. “As imagens foram tão cuidadosamente captadas que muitos visitantes acharam que as fotos não eram autorais”, conta.Fotografia e legenda do aluno Paulo OliveiraA educadora enfatiza que o Visões do Cotidiano não apenas incentivou os alunos a desenvolverem um olhar atento e sensível aos problemas sociais de sua própria comunidade, mas também os colocou como protagonistas. “Eles tiveram a oportunidade de registrar imagens de denúncia e criar narrativas exclusivas sobre os cenários que observaram, enriquecendo ainda mais o aprendizado.”Imersão Ferramentas DigitaisFoi após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores, em 2024, que a educadora teve a inspiração para criar o projeto. Durante a formação, Marenice destaca especialmente o módulo “Use fotografias e vídeos para criar aulas mais atrativas”. “Há algum tempo conheço o Escolas Conectadas. A Imersão foi de grande ajuda na elaboração do projeto, pois apresentou a imagem como um poderoso meio de registro, memória, crítica e expressão — um recurso valioso de comunicação. Oferecer aos alunos a chance de se expressarem por meio da fotografia revelou-se uma estratégia enriquecedora em várias áreas do conhecimento”, reflete.Fotografia e legenda da aluna Edna dos SantosEla ainda cita que a prática com dispositivos móveis para a produção fotográfica está alinhada ao conceito de mobile learning (aprendizagem móvel), que propõe uma educação mais flexível, acessível e personalizada, com o uso de ferramentas como tablets e smartphones. “É um modo de explorar essa tecnologia que está presente na vida de todos: o celular. Embora fotografar e tirar selfies seja algo comum, as orientações aprendidas no curso foram fundamentais. Aprendemos técnicas e dicas inspiradoras para colocar a mão na massa e, sobretudo, colocar as câmeras nas mãos dos alunos.”Este conteúdo integra a seção Conectando Práticas!Assim como outros educadores que concluíram os cursos da plataforma Escolas Conectadas, Marenice compartilhou conosco de quais maneiras a formação impactou positivamente as suas práticas pedagógicas. Quer ter sua experiência divulgada? Faça como elas e preencha o formulário ao concluir o curso!

0

Retrospectiva 2024: confira os destaques da plataforma Es...

Escolas Conectadas apoiou milhares de educadores brasileiros na construção de novas estratégias para melhorar suas aulas.Em 2024, quase 100 mil professoras e professores de todo o Brasil participaram de formações on-line oferecidas gratuitamente pela plataforma Escolas Conectadas.Ao se inscrever em um curso, todos esses educadores, que representam 4.714 municípios em todas as regiões do país – ou 85% do total dos municípios brasileiros –, abriram caminho para transformar suas práticas em sala de aula. Nesse processo de aquisição de novos conhecimentos e saberes, eles superaram desafios em sala de aula, estimularam o desenvolvimento integral dos estudantes e alcançaram resultados compensadores. Nesse ano, a plataforma também lançou sete formações conectadas às atuais necessidades da educação brasileira, além de manter um catálogo de cursos gratuitos sobre temas importantes como tecnologia e programação, cidadania digital, matemática, educação socioemocional e antirracista, avaliação e recomposição de aprendizagens. Dessa forma, a plataforma Escolas Conectadas apoiou mais de 98 mil educadores da Educação Básica na construção de novas estratégias para melhorar suas aulas.Esses e outros dados serão apresentados abaixo, na retrospectiva oficial de 2024 da plataforma. Confira a seguir!

0