Animação “Divertidamente 2” inspira reflexão sobre educação socioemocional

02/07/24

Em cartaz nos cinemas, filme é um ótimo programa de férias, além de oportunidade para conversar com crianças, adolescentes e até mesmo adultos sobre sentimentos e emoções

 

As férias estão batendo na porta! É hora de descansar e priorizar o bem-estar físico e emocional, tanto para os estudantes quanto para os educadores - que não necessariamente estão de folga, mas só de não terem o compromisso diário com a sala de aula já terão um bom alívio na rotina, não é mesmo?

E que tal relaxar e ao mesmo tempo se divertir com um bom filme? Ainda mais se for no cinema! Pois já separa a pipoca, a balinha, o suco ou o refrigerante e programe uma visita à sala de exibição mais próxima. 

A dica do mês é a animação “Divertidamente 2”, que estreou fazendo história: foi a maior estreia de uma animação nos cinemas brasileiros e a terceira maior bilheteria de todos os tempos em menos de uma semana. O filme segue a história de Riley - mais especificamente das suas emoções, que viram os personagens Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. Agora, a menina cresceu, já é uma adolescente e tem a chegada de novos sentimentos em seu repertório, como Ansiedade, Vergonha, Tédio e Inveja. Como as suas emoções irão se comportar - e se transformar - com a chegada das novas? Como esse “encontro” vai impactar no desenvolvimento da garota no mundo?

Reflexão sobre as emoções humanas

Assim como na sua primeira versão, lançada em 2015, a continuação segue sendo uma ótima oportunidade para refletir e discutir sobre educação socioemocional. Afinal, ela versa sobre sentimentos universais, os quais praticamente todo mundo já sentiu ou sentirá em algum momento da vida.

Por exemplo, quem nunca sentiu extrema felicidade ao executar uma tarefa com perfeição - como um gol de hockey no gelo, no caso de Riley? E a tristeza por ter que mudar de escola (ou de trabalho) e morar em outra cidade? Ou até mesmo medo do desconhecido e raiva por ser obrigada a seguir a escolha de seus pais? 

A mensagem do primeiro filme - de que as emoções nem sempre são sentidas de forma tão clara, tão preto no branco, e que é normal que haja uma mistura de sentimento, além da importância de reconhecer a tristeza como um sentimento válido - é muito potente e pode ser trabalhada de diversas formas, dentro e fora da sala de aula. Não daremos spoiler da sequência, mas certamente ela instigará novas reflexões sobre o universo das emoções humanas.

Cursos de educação socioemocional

Aos educadores que tenham interesse em se aprofundar na temática da educação socioemocional, reunimos a seguir algumas dicas de cursos da plataforma Escolas Conectadas. Todos são autoformativos, gratuitos e estão com inscrições abertas.

Introdução à Educação Socioemocional

A formação incentiva a exploração de materiais e recursos que ilustram práticas de educação socioemocional. O educador navegará por artigos, pesquisas e vídeos com especialistas para mobilizar habilidades essenciais ao desenvolvimento integral de crianças e jovens.

Práticas reflexivas de Educação socioemocional

O curso identifica oportunidades no cotidiano da sala de aula para o desenvolvimento das competências socioemocionais, reconhecendo atitudes e valores que as sustentam, analisando abordagens que viabilizem esse trabalho e compartilhando estratégias e recomendações para avaliá-las.

Currículo, saberes e competências socioemocionais

A proposta da formação é aprofundar as conexões entre as competências definidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as dimensões da educação socioemocional que acontece na escola.

Educação socioemocional: aprendizagens-chave

O curso explora o que se entende por educação socioemocional: de que maneira ela se vincula à BNCC e às orientações curriculares? Qual seu propósito e importância para as novas gerações? Como traduzir estes propósitos em ações pedagógicas que permitam desenvolver as competências e habilidades socioemocionais dos estudantes na educação básica?

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