6 passos para realizar a recomposição de aprendizagem na volta às aulas

13/07/23

Aproveite o início do segundo semestre para retomar o desenvolvimento dos estudantes. Confira!

 

O início do segundo semestre letivo chega com um desafio que não é novo para os educadores: a recomposição de aprendizagem dos estudantes. Essa é uma missão realizada a longo prazo e que não se restringe a uma habilidade ou conteúdo único. Afinal, até hoje, os estudantes sentem os impactos causados pelo período escolar durante a pandemia, que gerou afastamento das atividades e relações escolares.

Para praticar a recomposição de aprendizagem, é importante considerar o contexto individual de cada aluno e as desigualdades que causaram interferências na aprendizagem de cada um. Além disso, oferecer suporte emocional nessa etapa de retomada também é fundamental.

Com algumas estratégias efetivas, é possível tornar o processo de recomposição mais assertivo. Você, educador(a), pode aproveitar a volta às aulas no segundo semestre para colocar isso em prática. Confira a seguir seis passos para a aplicação da estratégia de recomposição de aprendizagem.

 

1. Estudantes de volta à escola

Essa primeira etapa compreende a busca ativa, que é o resgate das crianças e adolescentes que abandonaram ou evadiram das atividades escolares. Na perspectiva da escola, essa ação se dá com a identificação desses nomes em registros do estado ou município a partir dos dados disponíveis. Junto com os governos, é preciso pensar em políticas públicas que se voltem para a garantia e execução do direito à educação.

Juntamente com a comunidade escolar, também é possível criar movimentos de mapeamento e mobilização desses estudantes. Da mesma forma, essa aproximação permite entender as causas que geraram o afastamento – como a vulnerabilidade social e a falta de apoio psicológico – e as soluções desses problemas junto aos órgãos públicos. 

 

2. Acolhimento e bem-estar para todos

A escola deve ser um ambiente em que os estudantes se sintam seguros para falarem sobre qualquer assunto, inclusive seus sentimentos e emoções. Essa relação ficou mais distante ao longo do período de Ensino Remoto e, agora, se torna um dos aspectos a serem contemplados no processo de recomposição de aprendizagem.

Parte do desenvolvimento dos estudantes está nas relações estabelecidas entre eles, os colegas, professores e funcionários. Nas aulas presenciais essas interações adquirem ainda mais importância.

Nesse sentido, o suporte e a educação socioemocional precisam ser nutridos pela comunidade escolar como um todo. A saúde e o bem-estar devem ser contemplados em projetos ou no próprio planejamento pedagógico, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

Para que educadores estejam aptos a colocar esse processo em prática, é preciso que a saúde mental dos docentes também esteja em dia. Juntamente com o autocuidado, professores podem criar redes de apoio mútuo em instituições ou municípios em prol do bem-estar docente.

Leia mais: Atividades pedagógicas para lidar com as emoções dos jovens

 

3. Avaliação diagnóstica

A avaliação diagnóstica trata-se de entender o que de fato foi consolidado e o que ainda precisa ser desenvolvido nos estudantes – as lacunas do conhecimento. No processo de cada estudante, algumas evidências de aprendizagem já podem indicar se o conteúdo está sendo absorvido ou não.

Novamente, aqui é preciso entender o contexto e as condições de aprendizagem de cada um e, dessa forma, adaptar o processo individual e encontrar soluções. Essa avaliação permite traçar um plano pedagógico de recomposição com as prioridades de ensino.

 

4. Currículo flexível e alinhado à BNCC 

Chegou a hora de colocar a recomposição de aprendizagens em prática na busca pela integralidade da educação, de forma consciente e intencional. A BNCC é o principal guia para a definição das aprendizagens prioritárias previstas no calendário escolar. É a partir delas que as práticas pedagógicas devem ser traçadas.

Cada turma tem estudantes em diferentes níveis de formação e desenvolvimento e, portanto, é importante estar consciente sobre as demandas gerais e individuais para que o currículo seja adaptado à elas. A recomposição de aprendizagem deve ter foco, principalmente, nas aprendizagens nas séries de transição, necessárias para o avanço nas fases escolares. 

 

5. Atividades pedagógicas com uso da tecnologia

A recomposição de aprendizagens deve ser pensada para um novo momento da educação, no qual as tecnologias e o Ensino Híbrido já fazem parte da realidade e da rotina de estudantes e professores. Por isso, o currículo deve ser revisto e adaptado a esses novos conceitos.

Além de abranger as principais necessidades de aprendizagem teórica, a prática pedagógica deve estabelecer um paralelo entre os novos e antigos saberes da educação, além de incluir na metodologia as tecnologias de informação e comunicação.

Leia mais: Como fazer a transição do ensino remoto para o ensino híbrido no planejamento da volta às aulas?

 

6. Avaliação e acompanhamento das aprendizagens

Tão importante quanto estabelecer um plano de recomposição de aprendizagem e colocá-la em prática é acompanhar os estudantes nas próximas fases, depois que o conhecimento foi internalizado. Com a identificação, registro e análise das aprendizagens, os processos individuais e coletivos podem ser melhor direcionados.

Para que as ações sejam feitas, podem ser utilizados instrumentos específicos para a avaliação. Assim, pode-se comparar o desenvolvimento dos alunos, turmas e escolas com o nível de aprendizagem esperado para as diferentes faixas etárias e fases escolares. 

 

Quais aprendizagens priorizar? Cursos da Escolas Conectadas podem facilitar essa escolha

Duas das maiores dúvidas dos educadores que surgem durante o processo de recomposição de aprendizagem são quais aprendizagens priorizar na adaptação do currículo e como fazer a avaliação adequada do aprendizado dos estudantes. Aqui na plataforma Escolas Conectadas você, educador, encontra cursos úteis e efetivos para esses dois momentos.

O curso Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático tem foco, justamente, na estratégia de priorização das práticas pedagógicas no Ensino Fundamental. Você vai conhecer e entender como usar instrumentos para acelerar a aprendizagem levando em consideração os parâmetros da BNCC.

Já o curso Avaliação de aprendizagem para os anos iniciais do Ensino Fundamental: função e ferramentas traz diferentes possibilidades de avaliação para ir muito além das provas. Você vai entrar em contato com diferentes formas de evidenciar aprendizagens que incluem a participação dos estudantes e podem ser realizadas ao longo das aulas – e não somente ao final de um ciclo.

Ambas as formações são on-line, gratuitas e autoformativas. Ou seja, você pode adaptar os módulos e carga horária dos cursos de acordo com sua rotina e organização. Conheça, saiba mais detalhes e inscreva-se! As vagas são limitadas.

 

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