Inovação aliada à criatividade e adaptada para cada realidade

19/07/19

Para a educadora Valéria, de Viamão (RS), não existe fórmula certa para a inovação, mas com criatividade e vontade de aprender é possível alcançar bons resultados


Com quase 25 anos de experiência, a educadora Valéria Lemos da Silva da EMEF Santa Isabel, em Viamão (RS), sabe que quando o assunto é educação, é preciso estar atualizada, já que as mudanças estão cada vez mais rápidas. Porém, embora fundamental, o processo de inovação nem sempre é planejado.

Às vezes uma série de fatores converge para a necessidade de aplicar novas práticas dentro da escola. Foi o que aconteceu com ela. Em uma busca incessante por encontrar motivação para que seus alunos não percam o prazer em aprender, Valéria viu nos dispositivos eletrônicos seus aliados. Quando começaram a chegar computadores para a escola, a educadora notou o quanto eles chamavam a atenção das crianças. O equipamento, que de início era utilizado para demandas administrativas na escola, começou a ser explorado de maneira pedagógica: “Elas tinham muita curiosidade e às vezes eu deixava o currículo de lado e ia buscar o que as crianças queriam saber”, recorda.

O objetivo de inserir a tecnologia em sala de aula sempre foi tornar a escola mais atraente.

“Queríamos que a criança gostasse mais de estar lá, tivesse gosto por aprender e não só de estar”, conta. Para dar conta da diversidade de faixas etárias e manter os estudantes motivados, Valéria apostou em jogos online didáticos que passaram a fazer parte das aulas. A professora percebeu a abertura que também tinha com os alunos com deficiências.

“A tecnologia nos ajudava a acolher mais estas crianças”. Inquieta, a professora sentia que precisava ir além. O empurrãozinho que faltava chegou em 2015, quando a educadora conheceu o trabalho realizado na EMEF Zeferino Lopes – instituição que faz parte do projeto Inova Escola – e viu como ela se organiza levando em consideração os desejos dos alunos.

“Para nós o diferencial de uma escola inovadora é partir do centro de interesse do estudante porque é ele quem quer aprender”, afirma. Estimulados com a experiência da escola, Valéria e o time gestor da EMEF Santa Isabel tiveram uma grande oportunidade em 2016, quando se envolveram com o Projeto Aurora. A iniciativa tem o objetivo de assessorar outras escolas da rede municipal de ensino de Viamão que já realizavam práticas diferenciadas, na missão de estruturar seus projetos pedagógicos em um modelo que faça sentido para a realidade de cada instituição.

Inovação pedagógica

Outro fator que contribuiu para este processo de inovação foi a participação de Valéria em cursos da plataforma Escolas Conectadas. Em 2016 a professora realizou o curso ‘Mudança de tempos e espaços para a inovação pedagógica’. Ela lembra: “Os cursos serviram para ampliar minha visão sobre o aluno. Entender que a criança já vem com uma bagagem de conhecimento e meu papel como mediadora é mostrar o caminho das possibilidades que ela tem para vencer seus próprios desafios”.
Até então a escola trabalhava basicamente com pesquisas. A partir daí, incluíram a prática, saindo da escola para ensinar aos alunos.
“Tudo isso foi pensado com um propósito: para que a criança tenha contato com o mundo, com a natureza, para despertar a curiosidade”, resume Valéria. Quando retornam para a sala de aula, a professora busca descobrir qual o maior interesse que as saídas despertaram nas crianças, já que todas as aulas são planejadas e realizadas a partir de suas perguntas e descobertas. Nesse processo de experimentação, todos ganham: a escola, que se reinventa diariamente, e os estudantes, que passam a ter uma atuação mais propositiva e menos passiva no contexto escolar.

Fonte: Conteúdo do site da Fundação Telefônica Vivo

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